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sábado, 3 de dezembro de 2011

Festival de artesanato "A Prenda"

Festival de artesanato nas Portas do Mar


O certame, organizado pelo Centro Regional de Apoio ao Artesanato, vai realizar-se até oito de Dezembro, na cidade de Ponta Delgada.

Desde o dia um de Dezembro,que o Pavilhão do Mar, em Ponta Delgada, recebe o Festival de Artesanato dos Açores, que assume a designação de “A Prenda”.

O certame, organizado pelo Centro Regional de Apoio ao Artesanato, prolonga-se até ao feriado de oito de Dezembro.

Segundo fonte do Governo Regional, que promove a iniciativa, para os dias de funcionamento do festival está prevista a realização de workshops diários abertos ao público relativos à criação de bonecos de trapos, de bonecas em folha de milho ou de dragoeiro e de confeção de alfenim, um doce típico dos Açores.

No espaço em que decorre o certame vai estar também patente a exposição "Brinquedos de Ontem, Bonecreiros de hoje", do Centro Regional de Apoio ao Artesanato, e uma mostra de brinquedos artesanais e eruditos do Museu Carlos Machado, de Ponta Delgada.

Ao longo dos dias de festival será ainda servido um chá diário acompanhado de provas de doces regionais, entre os quais figuram a massa sovada, as queijadas da Vila e da Graciosa e as D. Amélias.

A feira funcionará, todos os dias, entre as 16h00 e as 0h00, no Pavilhão do Mar, na cidade de Ponta Delgada.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Trilho Pedestre - Chá Gorreana

Já neste tópico falamos sobre o chá, nomeadamente sobre o chá da Gorreana. Hoje colocamos informação sobre um trilho pedestre de interesse cultural: o trilho PRC28SMI





Esta pequena rota circular começa e termina junto à Fábrica de Chá Gorreana.


Atravesse cautelosamente a estrada regional em direcção ao portão de acesso à plantação de chá e siga em frente até encontrar indicação para virar à esquerda.

Esta é a parte ascendente do percurso que se desenvolve em caminho de terra batida pelo meio da plantação de chá.

Cerca de 1.200 metros após o início do percurso irá passar por cima de uma ponte em pedra. A pastagem passa a tomar o lugar do chá e das matas.

Cerca de 450 metros depois verá à sua direita um conjunto de construções de apoio à actividade agrícola. Siga em frente, de novo com o chá como companhia e depois a pastagem.

Depois de atravessar uma mata de criptomérias, vire à esquerda em direcção ao ponto mais alto do percurso. Pouco depois encontrará bebedouros de gado do lado direito.

Após 100 metros, no alto da pastagem, vire à direita e dirija-se à Casa do Mirante, uma construção neste momento em ruína, de onde pode desfrutar de uma magnífica vista sobre grande parte da costa norte da ilha, desde o Pico da Vara, para nascente, até à Ribeirinha para noroeste. Em baixo, as plantações de chá e a Fábrica da Gorreana.

Volte pelo mesmo caminho e no final deste troço, encontrará uma indicação para virar à esquerda atravessando uma pastagem. Siga junto à mata de criptomérias, contornando pastagem até entrar de novo no caminho, onde deverá virar à esquerda.

Após 200m perto de uma antiga casa da lavoura, entre à sua esquerda num caminho que o conduzirá à entrada para a plantação de chá.

A parte final do percurso desenvolve-se no interior da plantação, até de novo chegar à estrada regional.

No final do percurso visite a Fábrica de Chá Gorreana onde pode temperar as suas forças com um chá à sua escolha.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

O Chá em São Miguel

O chá é uma bebida preparada através da infusão de folhas, flores, raízes de chá, ou Camellia sinensis. Geralmente é preparada com água quente. Cada variedade adquire um sabor definido de acordo com o processamento utilizado, que pode incluir oxidação, fermentação, e o contato com outras ervas, especiarias e frutos.

A palavra "chá" é também usada popularmente para referenciar qualquer infusão de frutos, folhas, raízes ou ervas como a camomila ou a cidreira.

Portugal teve duas primazias em relação à introdução do chá na Europa. A da introdução do consumo de chá e a introdução, em 1750, do cultivo do chá. Foram produzidos, na Ilha de São Miguel em zonas de micro-clima como Porto Formoso e Capelas, 10 kg de chá preto e 8 kg de chá verde. No entanto seria só um século depois que, com a chegada de mão de obra especializada, a produção se tornaria consequente, passando a haver uma aposta na industrialização do processamento após a coleta das folhas.
Ressaltar que atualmente o chá produzido nos Açores, sob as marcas Gorreana e Porto Formoso, é considerado um chá biológico, o que em muitos mercados provoca uma ideia de novidade que não é atual. O processamento deste, desde o cuidado dos arbustos até à colheita, é o mesmo há 250 anos. Este chá tem praticamente toda a sua produção dividida entre a região dos Açores, a comunidade da ilha na diáspora e o Reino Unido.

Fonte: Wikipedia


A plantação da Gorreana inicia a sua produção em 1874  e, em 1883, consegue o primeiro quilo de chá seco. Assim surge o chá Gorreana, pelas mãos de Hermelinda Pacheco Gago da Câmara. E apesar dos filhos que teve, o Gorreana acaba por ficar para a sua neta Angelina. É ela que vem a casar com Jaime Hintze que se entregou à plantação e proporcionou o seu crescimento. Jaime construiu ainda a Central hidroeléctrica; se não fosse esta medida, talvez o Gorreana não tivesse sobrevivido.

 
A Fábrica de Chá Gorreana mantém a sua actividade, ininterruptamente, desde 1883 mantendo desde então as tradições originais do oriente e as qualidades ancestrais, há já 5 gerações familiares. Com extensas plantações que se avistam em redor do edifício sede, ali se produz chá preto (variedades Orange Pekoe, Broken Leaf e Pekoe) e verde (Hysson), de qualidade reconhecida.

Para além desta vertente, existe ainda uma outra, de carácter museológico, pois a fábrica continua a utilizar maquinaria do século XIX e inícios do século XX. Aqui também é possível provar as diversas variedades de chá.

A plantação tem 32 hectares e, actualmente, a produção anda à volta das 33 toneladas por ano (mas tem capacidade para 40). A maior fatia da produção destina-se ao consumo da Região, mas há ainda uma parcela para o Continente, para a Alemanha (o país da Europa onde o consumo de chá tem aumentado mais per capita), para os EUA e Canadá, e ainda para a Áustria.

Este é, sem dúvida, um negócio de família, visto que conta com a ajuda de todos. Aos fins-de-semana, por exemplo, a tarefa de receber as visitas turísticas é repartida por todos. E a continuação do chá Gorreana parece já estar assegurada. Os cinco filhos que tiveram, todos colaboram no dia a dia do funcionamento da empresa.



Rua Gorreana de Cima Maia

Telefone:296 442 349
Fax: 296 442 349
http://www.gorreana.net
gorreanazores@gmail.com













Foi fundada por Amâncio Machado Faria e Maia na década de 1920, tendo operado até à década de 1980, produzindo chá não apenas para o mercado nacional, mas também para exportação.

 A Fábrica de Chá Porto Formoso , alia à componente de produção uma outra, virada para a preservação das memórias do fabrico do chá desde os seus primeiros passos nas ilhas açorianas, no último quartel do século XIX. Trata-se do espaço museológico, no qual são proporcionadas visitas guiadas a qualquer hora do dia, dentro do horário de funcionamento. De seguida, os visitantes são convidados a provar os chás na belíssima sala a reconstituir uma cozinha típica micaelense, ou então na esplanada com uma vista magnífica sobre as plantações de chá e a vila de Porto Formoso. Todos os anos, na primavera, aqui se recria apanha do chá com trajes típicos da moda antiga.



Estrada Regional, 24 Porto Formoso
Telefone - 296 442 342
Fax - 296 442 377
http://www.chaportoformoso.com
geral@chaportoformoso.com